QUANDO O PRÓXIMO PASSO É PARAR!


QUANDO O PRÓXIMO PASSO É PARAR!


O que mantém o fogo aceso é o espaço que existe entre a lenha” (Judy Sorum Brown).


Muitas vezes algum cliente aparece correndo para nossos encontros de coaching. Quando chega, a primeira coisa que sugiro é: tome alguns minutos para respirar. “Quando estiver pronto iniciaremos”. Nossa sessão seria bem diferente se o cliente permanecesse naquele “estado de corrida”.


Coaching é um processo de seguir adiante, um movimento de descobrir qual é o próximo passo – a próxima ação. Certamente, isso me foi ensinado como novo coach e foi o que pratiquei.


Mas, sei agora que o coaching também inclui permanecer nesse momento. Quando plenamente presente e abraçamos aquele momento, pode ser ali que aquilo de bom acontece. E pode ser isto que estabelece a base para o futuro. Não quer dizer que escolhemos uma abordagem em detrimento de outra; precisamos das duas entendendo que são compatíveis.


O permanecer no momento de corrida vai requerer uma transição para o coach. Tem a ver com perguntar: “O que você pode fazer aqui, nesse momento?” Com meus clientes, algumas vezes é parar e respirar – talvez pela primeira vez no dia!


Tenho refletido nesse conceito desde uma demonstração recente de coaching que fiz em um treinamento. Um dos novos coaches que ouvia a demonstração ficou surpreso em quantas vezes me viu auxiliando o cliente a refletir naquele momento, perguntando: “Nesse momento aqui, como se sente? Qual é o seu próximo passo a seguir?


Ele questionou o quanto aquilo ajudava meu cliente. "Foi uma decisão intuitiva", expliquei, mas é algo que tem acontecido mais e mais nas sessões ultimamente. Pude compreender como coach que a pessoa já tinha um plano e sabia o que fazer; eu não precisava construir aquela ponte.


Naquele momento o cliente estava buscando uma certeza, confiança e, na realidade, precisava dar um passo atrás, não à frente. Quando entendeu, tomou conta de que estava fazendo mais do que compreendia. Todos nós podemos ser pegos naquilo que ainda “precisamos” fazer e nos esquecemos de refletir em tudo que já construímos.


Vivemos num mundo apressado onde uma força constante quer nos manter desenvolvendo e nos movendo adiante. Para muitos líderes que faço coaching, suas empresas poderiam facilmente enfrentar o perigo da extinção. Mesmo quando chegam no topo e alcançam algum sucesso, sentem-se como alguém que não pode tirar o pé do acelerador. E, isto se transforma no novo normal.


Quando permitimos um momento de conscientização aos nossos clientes, os ajudamos a encontrar seu próprio poder e a força interior que tanto almejam. Possivelmente o valor real do coaching é que em apenas 30 ou 40 minutos, pisamos no freio em nossa corrida, nós paramos, apenas paramos.


Tudo de bom pra você,


J Val Hastings - C4TL Global

Marcos A de Camargo e Silva - C4TL Brazil Chapter

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